Fernanda Carbonari, managing director da Blackhawk Network Brasil

Mercado brasileiro de gift cards deve chegar a R$ 50 bilhões até 2030

Estudo inédito da BHN revela mudanças no comportamento dos consumidores desse segmento

A nova edição da pesquisa global da BHN Brasil (Blackhawk Network), especializado na distribuição global de cartões-presente, revelou índices otimistas sobre o crescimento do setor no país: a previsão é de que o mercado brasileiro de gift cards alcance R$ 50 bilhões em vendas até 2030. A previsão otimista pode ser explicada, no relatório, pela ampliação da relação do consumidor brasileiro com os gift cards: a maioria dos entrevistados (35%), em 2026, afirmam ter adquirido cartões-presente para presentear alguém; 29% o compraram para uso próprio e 26% para ambos os fins.

Essa é a primeira vez que o presentear é apontado como o principal motivador de compra no país. A expansão do setor de gift cards, no Brasil, era mais à praticidade e ao controle de finanças, por ser, também, uma ferramenta de estabelecimento de teto de gastos e uma nova possibilidade de consumo para aqueles sem cartão de crédito. Mas, ano após ano, o produto se torna uma alternativa de presente também.

A popularização do cartão-presente no dia a dia dos brasileiros se traduz, também, em dados mais gerais: o levantamento apontou que 79% dos entrevistados compraram ao menos um cartão-presente no último ano — um salto expressivo em comparação aos 49% registrados no período anterior.

“Trabalhamos sempre, na BHN Brasil, pela difusão da cultura de cartão-presente no país; mais do que vender um produto, visamos transformar a experiência de compra do brasileiro, aumentando os seus horizontes. A consolidação do presentear como preferência nacional na compra de gift cards nos mostra que estamos atingindo nossos objetivos, expandindo o setor e aquecendo o mercado”, afirmou Fernanda Carbonari, managing director da BHN Brasil.

Consumo defensivo

A preocupação com controle de gastos, porém, ainda paira na mente dos entrevistados, especialmente entre aqueles com menos de 30 anos. Nessa faixa etária, 73% afirmam escolher um gift card em vez de um presente físico tradicional por questões financeiras. Segundo a executiva, “nesse contexto, observamos o crescimento do ‘consumo defensivo’, marcado pela análise cuidadosa de melhores ofertas, inscrições em programas de fidelidade e busca por parceiros que ofereçam cashback. É mais uma área na qual o gift card se destaca, por ter um valor fixo, garantir teto de gastos e proteger o bolso contra a inflação”.

Além disso, a preferência pelo formato digital segue consolidada: 49% dos brasileiros priorizam o gift card digital, enquanto 34% afirmam gostar de ambos os formatos (físico e digital) — um crescimento de 13 pontos percentuais nessa flexibilidade de escolha, em relação ao ano passado.

Presença digital, lives e IA

Outro grande destaque do levantamento é o impacto das transmissões ao vivo (live commerce) nas redes sociais – como TikTok – na decisão de compra: 78% dos clientes com menos de 30 anos e 67% dos indivíduos de faixas etárias acima compraram cartões-presente durante lives no último ano.

O uso da tecnologia como aliada na hora de presentear também ganhou força: 63% dos jovens e 48% das gerações mais velhas já utilizam assistentes de inteligência artificial (como chatbots) para comparar produtos e buscar as melhores ofertas antes de comprar um presente.

Categorias e hábitos de uso

O mapeamento da BHN também identificou as categorias de gift cards mais escolhidas no lugar de presentes físicos: roupas e acessórios, eletrônicos e supermercados lideram a preferência. “De forma geral, a pesquisa deste ano nos confirmou que, ano após ano, que a cultura do cartão-presente está se integrando à rotina de planejamento dos brasileiros. Seja para dar presentear, incentivar colaboradores e clientes, controlar despesas diárias ou presentear pelas redes sociais, o consumidor entendeu a versatilidade do produto”, finalizou Fernanda.

A pesquisa global sobre presentes e gift cards foi realizada pela BHN no mês de janeiro de 2026 em 24 países. No Brasil, o estudo ouviu 1.376 consumidores adultos.

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