Dados da Nuvemshop mostram que a participação da modalidade no faturamento das lojas analisadas dobrou entre julho de 2025 e julho de 2026
A retirada em loja física foi a modalidade de entrega que mais cresceu entre as operações de e-commerce direto ao consumidor (D2C) analisadas pela Nuvemshop em sua nova edição do “Radar do E-commerce D2C”. Dados consolidados, que comparam julho de 2026 ao mesmo mês do ano anterior, apontam alta de 182,6% no faturamento bruto de mercadorias (GMV) gerado por pedidos retirados em pontos físicos.
No período, a participação da retirada no faturamento total das lojas avaliadas passou de 1,93% para 3,86%. Embora a modalidade ainda represente uma parcela menor das vendas, o avanço indica uma mudança na forma como marcas digitais estruturam sua operação: pontos físicos, showrooms e parceiros locais passam a ter função também logística, além da venda presencial.
“Durante muito tempo, a operação de e-commerce foi associada exclusivamente à entrega na residência do consumidor. O crescimento da retirada mostra que o varejo está ampliando as possibilidades: o cliente quer escolher como receber a compra, considerando preço, prazo e conveniência”, comentou Thammer Manzoni, diretor da Nuvem Envio Brasil da Nuvemshop.
Pix lidera em volume de pedidos e cartão de crédito em faturamento
Além da mudança nas entregas, os dados da plataforma indicam transformações nos meios de pagamento e na origem das vendas. O Pix respondeu por 50,28% dos pedidos realizados nas lojas D2C analisadas em julho de 2026, acima dos 48,6% registrados em julho de 2025. O pagamento instantâneo, portanto, passou a ser o meio mais usado em frequência de compras.
No recorte por faturamento, porém, o cartão de crédito segue à frente: respondeu por 53,92% do GMV, enquanto o Pix concentrou 40,64%. A diferença indica que o cartão permanece mais associado a compras de maior valor, nas quais o parcelamento ainda tem peso relevante na decisão do consumidor.
Nas redes sociais, o Instagram respondeu por 25,15% do GMV das lojas analisadas, ante 22,83% em julho de 2025. O resultado mostra que a plataforma mantém relevância como canal de descoberta e conversão para marcas próprias. Já o TikTok representou 0,02% do faturamento no período analisado.
“Os dados mostram um consumidor que espera mais opções e uma operação de varejo que precisa estar preparada para atendê-lo em diferentes pontos da jornada. A venda pode começar em uma rede social, ser paga por Pix e terminar em uma retirada na loja. O desafio é integrar essas etapas sem aumentar a complexidade para quem vende”, concluiu Manzoni.




















