Levantamento do Grupo OLX mostra que proprietários de imóveis atribuem nota 8,1 para a satisfação com a vida, enquanto inquilinos dão nota 6,9
A casa própria é o fator mais diretamente associado a um alto nível de satisfação com a vida, superando outros aspectos do bem-estar. É o que revela a pesquisa “Qualidade de Vida 2026”, realizada pelo Grupo OLX, que ouviu 1.128 usuários dos portais ZAP Imóveis, Viva Real e OLX em junho deste ano. O levantamento aponta que, em uma escala de 0 a 10, proprietários de imóveis avaliam sua satisfação com a vida com nota média de 8,1, enquanto entre os inquilinos a média é 6,9. A renda e a posse de um automóvel também se mostraram determinantes para uma maior percepção de qualidade de vida.
O objetivo da pesquisa foi captar a percepção da população sobre os aspectos que tornam uma região, cidade ou bairro um bom lugar para se viver e entender como a moradia influencia essa visão. Os dados mostram que a satisfação aumenta de forma proporcional à renda: a classe A registra nota média de 8,2, enquanto a classe D/E fica em 6,5. Essa mesma lógica se aplica à satisfação com a vida financeira, que tem média geral de 6,1, mas sobe para 6,7 entre proprietários e cai para 5,7 entre inquilinos.
“Os resultados mostram que a aquisição do imóvel não é apenas um marco financeiro, mas também um elemento importante para a estabilidade e a percepção de bem-estar dos brasileiros. A diferença nas notas de satisfação entre proprietários e inquilinos indica que a segurança do imóvel próprio vai além do aspecto material e está associada à qualidade de vida, ao equilíbrio pessoal e à forma como as pessoas enxergam o futuro”, explicou Talita Cruz, especialista de dados do Grupo OLX.
Realizada de forma on-line entre os dias 3 e 15 de junho de 2026, a pesquisa quantitativa tem margem de erro de 2,9 pontos percentuais. O perfil médio do entrevistado é de 48 anos, com renda familiar mediana de R$ 5.266,79. Metade dos participantes reside em capitais e a maior concentração de respondentes está na região Sudeste (43%).
Situação financeira impacta na escolha do bairro
Quando avaliada a relação com o bairro em que mora, uma parcela representativa dos respondentes se revela satisfeito, sendo 37% promotor e 32% neutro. Por outro lado, quando questionados sobre aspectos que influenciam uma potencial mudança de bairro, os quesitos mais apontados foram “morar em região mais tranquila”, “ficar mais próximo do trabalho” e “insegurança no bairro atual”.
Ao mesmo tempo, a situação financeira se mostrou um impeditivo para essa mudança, somando 37% das citações. Esse dado, somado à percepção de que o custo de vida é alto ou muito alto para 53% do público, reforça que o fator preço continua sendo a principal barreira para uma maior satisfação com a moradia.
O estudo também mapeou a “vizinhança ideal” para os brasileiros e, mais uma vez, o desejo da infraestrutura de comércio e serviços se destaca, uma vez que uma região em que seja possível realizar as atividades do dia a dia a pé somou 73% das menções. Esse critério foi ultrapassado somente pelo desejo de uma região com muitas casas (81%) e ambiente calmo (76%).
Metodologia
A pesquisa “Qualidade de Vida 2026” foi realizada com abordagem quantitativa on-line, aplicada aos usuários dos portais imobiliários do Grupo OLX. A amostra total é composta por 1.128 entrevistas, com margem de erro máxima de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos. Os dados foram coletados entre os dias 3 e 15 de junho de 2026, com abrangência nacional, mapeando o perfil, as percepções financeiras e a satisfação geral de proprietários e inquilinos brasileiros.




















