Universidade britânica escolhe WCES para desenvolver líderes

Primeira turma acontece em setembro e reunirá CEOs, COOs, C-levels e conselheiros de grandes companhias

A WCES, World Customer Economic Science, companhia de educação executiva, anunciou o início de um novo capítulo de sua internacionalização. A Leeds Beckett University, no Reino Unido, escolheu a WCES para desenvolver conjuntamente uma formação executiva dedicada a preparar líderes para a nova economia mundial. O programa será realizado em Leeds, no condado de West Yorkshire, um dos principais centros de negócios, inovação e educação do Reino Unido, e nasce a partir da combinação entre conhecimento acadêmico, experiência empresarial e os desafios concretos enfrentados atualmente por grandes organizações.

De acordo com a WCES, a proposta não é preparar profissionais para um único setor, mas desenvolver lideranças capazes de compreender e responder às profundas transformações que estão ocorrendo simultaneamente na tecnologia, no comportamento humano, nas relações de trabalho, no consumo e nos modelos de negócio.

O novo programa foi concebido desde a origem com uma perspectiva global. Por isso, poderá receber profissionais de diferentes setores e nacionalidades. A ideia é que executivos do Brasil e de outros países possam compartilhar experiências dentro de um ambiente internacional, combinando a perspectiva acadêmica britânica com situações reais vivenciadas por quem ocupa posições de decisão nas organizações.

Projeto nasce com tração

Na primeira semana de setembro, Leeds receberá a primeira turma do novo programa, formada exclusivamente por altos executivos. Entre os participantes estarão CEOs, COOs, outros C-levels e conselheiros de grandes organizações, incluindo companhias listadas em bolsa. A composição da primeira turma representa também uma demonstração da tese que sustenta a parceria: colocar dentro do ambiente acadêmico profissionais que não estão apenas estudando as transformações da economia, mas que ocupam posições responsáveis por tomar decisões capazes de transformar grandes empresas.

Para Thiago Quintino, fundador da WCES, o projeto representa um dos principais marcos da história da companhia. “Estamos falando de atuar dentro de um ambiente acadêmico britânico extremamente exigente e de construir algo que já nasce com uma ambição global. Para uma empresa com apenas seis anos, ser escolhida para contribuir na criação de um programa dessa dimensão é uma validação muito importante da trajetória que construímos até aqui”, afirma.

Segundo Quintino, o conceito de “nova economia” é propositalmente amplo. “Não estamos criando um curso para um determinado mercado. Estamos preparando pessoas para liderar dentro de uma nova economia. Ela afeta bancos, hospitais, empresas de tecnologia, telecomunicações, indústria, varejo e governos. E começar esse projeto recebendo C-levels e conselheiros de grandes organizações mostra a dimensão que ele pode alcançar. São profissionais que não estão apenas estudando o futuro. São pessoas que, dentro de suas organizações, estão ajudando a construí-lo.”

A aproximação entre a WCES e o ecossistema britânico começou antes da criação do programa. Durante seu processo de internacionalização, a companhia contou com o apoio do Department for Business and Trade, do Governo Britânico, em sua entrada no Reino Unido. A partir dessa presença, a WCES aprofundou a relação com o ambiente acadêmico e empresarial britânico, criando as condições para transformar sua internacionalização também em produção e intercâmbio internacional de conhecimento. É nesse contexto que se desenvolveu a aproximação com a Leeds Beckett University e com o Retail Institute, centro ligado à universidade que trabalha na interseção entre pesquisa, inovação, comportamento do consumidor e desafios empresariais.

Para Olga Munroe, Head of the Retail Institute e Programme Director da Leeds Beckett University, a experiência internacional da WCES e seus relacionamentos com profissionais seniores e grandes organizações tornam a parceria particularmente valiosa. “Esperamos construir uma parceria de longo prazo com a WCES. Sua experiência em educação executiva e sua capacidade de conectar profissionais seniores de mercados internacionais ao conhecimento acadêmico criam uma importante oportunidade de colaboração. À medida que os desafios globais exigem novas capacidades dos líderes empresariais, a WCES e a Leeds Business School trabalharam juntas para desenvolver um programa criado especificamente para executivos com uma perspectiva global.”

Para ela, trazer executivos seniores para um ambiente acadêmico também fortalece o processo de aprendizagem ao criar oportunidades para que o conhecimento circule entre a pesquisa e a prática empresarial. “Para líderes empresariais, o envolvimento com a academia pode ampliar significativamente seu repertório profissional. Na Leeds Business School, nós co-criamos conhecimento com empresas e setores inteiros, abordando desafios sistêmicos que nenhuma organização ou líder consegue resolver isoladamente.”

De acordo com Munroe, a abordagem da Leeds Business School está centrada no aprendizado por meio da ação, utilizando metodologias aplicadas, discussões estruturadas e pensamento crítico para conectar o conhecimento acadêmico aos desafios que os líderes enfrentam na prática. “Nossa abordagem está centrada no aprendizado por meio da ação, usando metodologias aplicadas, discussão estruturada e pensamento crítico para conectar o conhecimento acadêmico aos desafios que os líderes enfrentam na prática. O programa incentiva os executivos a pensar além do ciclo imediato dos negócios e a considerar como mudanças econômicas globais, transformações nas expectativas dos consumidores e a transformação digital poderão remodelar suas organizações ao longo da próxima década e além dela.”

Ela afirma que executivos precisam cada vez mais compreender esse cenário mais amplo. “Líderes seniores precisam cada vez mais compreender esse cenário mais amplo. O sucesso de longo prazo não está simplesmente relacionado à lucratividade; ele também depende de reconhecer riscos emergentes, identificar novas oportunidades e compreender como as mudanças globais afetarão organizações, mercados e a sociedade. Leeds oferece um ambiente ideal para essas conversas, combinando conhecimento acadêmico e empresarial com a experiência cultural de um dos mais importantes centros de negócios do Reino Unido.”

Para Eduardo Gallo, que integra a liderança da WCES, a parceria também representa uma evidência do amadurecimento institucional da companhia. “Crescer rapidamente é importante, mas sustentar crescimento internacional exige muito mais. Exige governança, processos, reputação, credibilidade e capacidade de execução. Uma empresa com seis anos de existência conseguir construir uma relação dessa natureza com uma universidade britânica e iniciar o projeto já reunindo executivos desse nível mostra que existe uma estrutura preparada para sustentar uma nova fase de crescimento”, afirma.

Na avaliação de Gallo, o projeto também demonstra o potencial de internacionalização do conhecimento produzido pela companhia. “Quando conhecimento desenvolvido por uma empresa norte-americana com forte atuação no Brasil passa a ser entregue em um ambiente internacional, para líderes de diferentes mercados e em parceria com uma instituição acadêmica reconhecida, começamos a enxergar possibilidades de escala que vão muito além de um único país. Existe uma diferença importante entre simplesmente chegar a um novo mercado e ser reconhecido como uma organização capaz de contribuir para a produção de conhecimento nesse mercado.”

O programa também contará com a participação de Celso Tonet, executivo e professor com uma extensa trajetória no mercado brasileiro de Customer Experience, relacionamento e transformação empresarial. Mestre em Administração e com décadas de experiência no ambiente corporativo, Tonet construiu parte importante de sua carreira no setor de telecomunicações. Passou pela Brasil Telecom e posteriormente integrou o grupo que hoje compõe a Claro, participando de importantes processos de transformação da companhia e chegando à posição de Diretor de Experiência do Cliente da Claro Brasil.

Para Tonet, lecionar em Leeds representa também um marco pessoal e profissional. “Depois de tantos anos vivendo grandes transformações dentro das empresas, poder levar essa experiência para uma universidade britânica e, ao mesmo tempo, aprender com aquele ambiente acadêmico é algo muito especial na minha carreira. Existe uma enorme riqueza quando conseguimos transformar décadas de experiência prática em conhecimento capaz de preparar outros líderes”, afirma.

Segundo o executivo, a velocidade das mudanças exige uma nova maneira de pensar a formação de lideranças. “Não estamos mais discutindo Customer Experience, tecnologia ou transformação digital como assuntos isolados. Estamos discutindo como liderar organizações em um ambiente no qual tecnologia, pessoas, comportamento e modelos de negócio estão mudando simultaneamente. É essa combinação que torna a discussão sobre a nova economia tão relevante.”

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