A 99 cita pesquisa do Datafolha mostrando que mercado volta a crescer após três anos de estabilidade, sendo que o uso de motoapp cresceu 4 pontos percentuais em um ano
A 99 destaca que o mercado brasileiro de transporte por aplicativo voltou a crescer de forma significativa entre 2025 e 2026, após três anos de estabilidade, impulsionado sobretudo pela expansão do transporte por motocicleta. Segundo levantamento do Datafolha, 45% dos brasileiros utilizaram aplicativos de mobilidade em março de 2026, ante 41% no ano anterior.
Enquanto o uso de carros por aplicativo passou de 38% para 41% da população, o transporte por motoapp subiu de 14% para 18%, representando o maior avanço proporcional entre as categorias analisadas. O estudo conclui que o crescimento do mercado foi puxado justamente pela expansão das viagens em duas rodas.
“O levantamento mostra que os brasileiros estão incorporando novas alternativas de mobilidade ao dia a dia. A ampliação das opções disponíveis permite que cada pessoa escolha a modalidade mais adequada para diferentes tipos de deslocamento, conciliando fatores como tempo, custo e conveniência”, afirmou Fabrício Ribeiro, diretor de operações da 99.
A pesquisa também mostra que o crescimento acontece em um contexto de amadurecimento do setor. Depois de um período de estabilização observado desde 2023, a mobilidade por aplicativo volta a acelerar acompanhando mudanças no comportamento dos brasileiros e a diversificação das modalidades disponíveis.
Moto amplia acesso à mobilidade
O principal destaque do levantamento é o avanço da categoria de motocicletas. Segundo o Datafolha, o uso de moto por aplicativo continua crescendo desde sua introdução no mercado e foi o principal responsável pela expansão da mobilidade por aplicativo em 2026. Na avaliação da 99, a evolução da categoria está relacionada à ampliação das alternativas de deslocamento, principalmente para trajetos urbanos curtos e médios e em regiões onde há menor oferta de opções de transporte.
Esse movimento também é observado na própria plataforma. Um levantamento realizado pela empresa em novembro de 2025 mostrou que uma em cada três viagens realizadas pela 99Moto começa ou termina em favelas ou comunidades urbanas, evidenciando o papel da modalidade na ampliação do acesso à mobilidade em regiões periféricas. Além disso, mais de um terço das viagens ocorre a menos de 100 metros de estações de transporte público, indicando que o serviço frequentemente complementa a primeira e a última etapa dos deslocamentos urbanos.
“Nosso objetivo é ampliar o acesso à mobilidade por meio de diferentes soluções. Cada modalidade atende a uma necessidade específica, e o crescimento da moto mostra que existe demanda por alternativas mais acessíveis e eficientes para determinados tipos de viagem.”
Norte, Centro-Oeste e Nordeste lideram expansão do serviço
O avanço da mobilidade por motocicleta também tem um importante componente regional. Segundo o Datafolha, os usuários de moto por aplicativo estão mais concentrados nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, enquanto o transporte por carro mantém maior presença no Sudeste.
Na região Nordeste, o uso de 99Moto foi de 12% em março de 2025 para 19% em março de 2026. Já nas regiões Norte e Centro-Oeste, passou de 11% para 20%, enquanto o Sudeste foi de 11% para 13%. O levantamento indica que a expansão das viagens em duas rodas ganha força justamente em regiões onde alternativas de mobilidade mais acessíveis têm ampliado as opções de deslocamento da população.
Levantamento interno da 99 divulgado em novembro de 2025 já havia demonstrado essa tendência. Dados da empresa mostram que, nas capitais da região Norte, 57% das viagens da 99Moto começam ou terminam em favelas e comunidades urbanas. No Nordeste, esse percentual é de 39,4%, evidenciando como o serviço contribui para conectar moradores de áreas periféricas a oportunidades de trabalho, educação, saúde e lazer.
Além disso, mais de 1/3 das viagens ocorre a menos de 100 metros de estações de transporte público, indicando que a modalidade frequentemente complementa a primeira e a última etapa dos deslocamentos urbanos, indicando que o serviço frequentemente complementa a primeira e a última etapa dos deslocamentos urbanos.




















