Levantamento da Kobe revela que 76% dos consumidores baixaram o último app motivados por promoção, porém, 59% já deixaram de usar um app de compras por experiência confusa
O varejo digital ainda precisa passar por transformações para conseguir criar um relacionamento mais consistente com os consumidores. É o que revela o “Kobe App Commerce Report 2026”, estudo da Kobe sobre o comportamento mobile de compra no Brasil. Entre seus principais insights, o levantamento mostra que 76% dos consumidores baixaram o último app motivados por promoção e 35% por frete grátis. O levantamento cruza dados proprietários de grandes operações do varejo, pesquisa comportamental com consumidores digitais e desk research para mapear como os brasileiros usam aplicativos de compra, marketplaces e canais proprietários ao longo da jornada mobile.
O estudo revela ainda os motivos que fazem os usuários permanecerem utilizando os aplicativos ou decidirem pela desinstalação. Segundo o estudo, 59% já deixaram de usar um app de compras por experiência confusa e cerca de 70% desinstalaram aplicativos pouco tempo depois de baixar ao menos ocasionalmente.
“Isso mostra que as marcas já conseguem criar incentivos para gerar instalação, mas ainda enfrentam o desafio de transformar o download em recorrência, relacionamento e presença real na rotina do consumidor. O app próprio permite que a empresa construa uma experiência personalizada, conheça melhor seus clientes e desenvolva um relacionamento contínuo, sem depender exclusivamente de plataformas de terceiros”, analisou Fabio Barboza Filho, CEO da Kobe.
Uso por segmento
O estudo também enfatiza a pluralidade dos perfis de uso de aplicativos e como eles podem desempenhar funções distintas de acordo com o segmento do varejo. Em categorias como supermercados e farmácias, por exemplo, o app tende a ser utilizado para compras recorrentes nas quais conveniência e agilidade são determinantes. Já em moda e eletrônicos, o comportamento é diferente: os consumidores usam os canais para navegar, comparar produtos, acompanhar tendências e amadurecer decisões de compra, tornando o relacionamento com a marca tão importante quanto a conversão imediata.
“Os dados mostram que não existe mais uma estratégia única para aplicativos de varejo. O papel que o app desempenha depende da categoria, do momento da compra e da expectativa do consumidor. Entender essas diferenças é o que permite às marcas construir experiências mais eficientes e gerar resultados consistentes”, comentou Barboza Filho.
Essa mudança altera a forma de avaliar o desempenho dos aplicativos. Segundo a Kobe, indicadores como tempo de permanência, retenção, recorrência de uso e frequência de compra tornam-se tão relevantes quanto a taxa de conversão, já que diferentes segmentos apresentam jornadas de consumo distintas.
Comportamento no primeiro acesso
A pesquisa identificou, também, como é a jornada dos consumidores nos aplicativos logo no primeiro acesso. Quando abrem um app pela primeira vez, 34% dos consumidores querem entender rapidamente como ele funciona, 26% querem encontrar o produto com facilidade e 25% querem comprar de forma simples e rápida. Apenas 14% querem visualizar vantagens e benefícios logo no primeiro acesso.
Para a Kobe, os resultados mostram que o desafio das empresas já não é apenas incentivar o download de seus aplicativos, mas compreender como diferentes consumidores utilizam esse canal ao longo da jornada de compra. “A combinação entre experiência, conhecimento do comportamento dos usuários e ações específicas para cada perfil tende a ser um diferencial para marcas que buscam atingir seus objetivos em um ecossistema varejista competitivo e em plena transformação”, concluiu o CEO.




















